Lucas Gomes - mais um amigo em missões


Vou deixar postado aqui o relato do Lucas Gomes.... meu amigo que está servindo a Cristo no Egito.

Na terra de Faraó.
Olá amigos, hoje faz dez dias que cheguei à terra de Faraó.
O passeio que nos propusemos a fazer pelo grande Cairo, tão logo pisamos nessa terra, já o iniciamos.
Vou relatar um pouco sobre esse primeiro contato com essa tão diferente realidade.

A cidade: As casas do Cairo são quase todas de cor única,(cinza). Isso por que mais de 80% do território egípcio fica em regiões desérticas. Por aqui, tudo que fica exposto ao tempo se enche de poeira. As donas de casa que sofrem, pois por um pouco que a janela fica aberta, logo a casa tem que ser novamente varrida.

O povo: O árabe de uma forma geral é bem desconfiado com nós ocidentais. Mas logo que eles descobrem que sou brasileiro, mesmo com muita dificuldade na comunicação, o assunto é sempre futebol. Eles dizem: Oh, Brasil, oh, Kaká, Ronaldo,rsrsrs.

O Transito: Se vocês pensam que o transito na Linha vermelha e Avenida Brasil é intenso, é porque vocês ainda não vieram ao Cairo. É difícil de dimensionar a loucura que é o engarrafamento nesse lugar. Aqui o carro que não é amassado, é no mínimo arranhado. Só hoje eu vi umas quatro batidas na rua. A cidade já não comporta mais o número de carros.

Religião: Como vocês sabem, esse país tem uma religião predominante. Muitos homens vestem roupas específicas relacionada à religião. Assim também as mulheres. Grande parte delas usa véu na cabeça. As que não usam véu usam Burca, que é como uma capa preta, onde somente os olhos ficam aparentes.

Ainda sobre religião, por aqui acontece um paradoxo bem semelhante ao que vivemos no Brasil. Há mesquitas por todas as esquinas. As pessoas param algumas vezes durante o dia para orar, estereotipam a santidade com grandes roupas, etc. Mas na pratica, quer seja no transito, no respeito às mulheres, na honestidade com o estrangeiro, em fim, na vida real as palavras escritas no livro não passam de meras teorias.

É claro que não posso generalizar, até porque nesses dias temos conhecido pessoas fantásticas. Mulçumanos que nos vêem com cara de turistas e nos oferecem ajuda. E também entre eles. Nas confusões e brigas no transito, sempre aparece um conciliador.

Aqui boa parte dos egípcios que é da religião minoritária usa uma pequena cruz tatuada no lado interno do punho. Uma outra peculiaridade, é que o grupo cristão de maioria aqui são os Cópticos.

A tensão religiosa é bem forte, e isso de ambos os lados. Sobre o lado da maioria, já ouvimos muitas histórias, mas essa semana conheci um senhor que é da minoria. Sempre que ele se refere à maioria, ele pragueja e cospe no chão.

Outras tensões: Semana passada, em dois lugares diferente que tentei tirar foto, fui proibido por policiais. Teve um que pediu para ver as fotos que eu havia tirado. O lugar era turístico, mas próximo a prédios do governo.

Fuso horário: Aqui a semana tem sete dias como aí o Brasil, mas a rotina de trabalho começa no domingo e termina na quinta. A diferença de fuso é de seis horas.

Moeda: Sobre isso tive uma boa surpresa. O nosso querido um real vale três Egiptians Paunds. Para vocês terem uma idéia, o metro custa um Paund, que em real equivale a pouco mais de 30 centavos.

Lugares: Ainda não tive a oportunidade de conhecer as os pontos turísticos, mas quase todos os dias passo às margem do Rio Nilo.

Hospedagem:
Nesse primeiro momento, estou hospedado na casa de um casal de amigos.

Idioma: Na terça começo o curso de inglês, mas já estou sentindo a necessidade de aprender um basicão de árabe.

A minha intenção nesse primeiro contato, é de passar um geralzão sobre as peculiaridades dessa linda terra, nos próximos e-mails direi mais especificamente sobre o nosso “passeio”.

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